[ Coração Habitado ]

Aqui estão as mãos.
São os mais belos sinais da terra.
Os anjos nascem aqui:
frescos, matinais, quase de orvalho,
de coração alegre e povoado.

Ponho nelas a minha boca,
respiro o sangue, o seu rumor branco,
aqueço-as por dentro, abandonadas
nas minhas, as pequenas mãos do mundo.

Alguns pensam
que são as mãos de deus,
- eu sei que são as mãos de um homem,
trémulas barcaças onde a água,
a tristeza e as quatro estações
penetram, indiferentemente.

Não lhes toquem: são amor e bondade.
Mais ainda: cheiram a madressilva.
São o primeiro homem, a primeira mulher.
E amanhece.

in Até Amanhã
de Eugénio de Andrade


8.6.09

Santo António





Santo António, Santo António
Ó meu Santo milagreiro
Arranja uma moça bonita
Para um rapaz solteiro






[Júlia Côta]

21.5.09

Chá Gorreana










Cultivado na ilha de São Miguel, nos Açores, foi durante muitos anos a única plantação de chá da Europa.
O chá aparece na ilha pelas mãos de Jacinto Leite por volta de 1820, que traz as sementes do Brasil. Em 1874 iniciam a sua produção, e em 1878 pedem auxílio técnico a dois chineses, que trazem para a ilha mais sementes e ensinam as complexas tarefas da sua preparação.
Existem quatro varidades de chá Gorreana: Orange Pekoe, Pekoe, Broken Leaf e Verde.
Devido às excelentes condições climatéricas da ilha, clima temperado e húmido, são produzidos sem pesticidas.

11.5.09

4.5.09

Irmãos Ginja | Estremoz










Os irmãos Ginja, Afonso e Arlindo, trabalham o barro numa oficina do Museu Municipal de Estremoz. O processo começa por escavar o barro vermelho, amassa-lo com os pés e deixá-lo a enxugar para o Inverno. As tintas, também de fabrico artesanal, são misturadas com resina de pinheiro.
As Primaveras, os tradicionais Presépios e os O Amor é Cego, herdeiros dos do século XVII, estão eternizados no museu da cidade e continuados pelas mãos destes artesãos.

29.4.09

Dia da Mãe | 3 de Maio
















Sabonetes, malas, pregadeiras, bordados, guloseimas, jóias, livros, papéis perfumados, postais...

28.4.09

Aliança Artesanal | Lenços dos Namorados


Lenços de raiz popular. Simbologia campestre, erros ortográficos, muita cor, mensagens simples, movimentos figurativos de uma pureza ingénua, triangulação instintiva do desenho.
















Bai carta feliz buando
No bico dum passarinho
Cando bires o meu amor
Dale um abraço e um veijinho