Aqui estão as mãos.
São os mais belos sinais da terra.
Os anjos nascem aqui:
frescos, matinais, quase de orvalho,
de coração alegre e povoado.
Ponho nelas a minha boca,
respiro o sangue, o seu rumor branco,
aqueço-as por dentro, abandonadas
nas minhas, as pequenas mãos do mundo.
Alguns pensam
que são as mãos de deus,
- eu sei que são as mãos de um homem,
trémulas barcaças onde a água,
a tristeza e as quatro estações
penetram, indiferentemente.
Não lhes toquem: são amor e bondade.
Mais ainda: cheiram a madressilva.
São o primeiro homem, a primeira mulher.
E amanhece.
in Até Amanhã
de Eugénio de Andrade
23.4.09
21.4.09
Maria Madeira | Baggy bag nº 25
Maria Madeira | Violeta nº 6
Maria Madeira | Maria nº 21
Maria Madeira | Maria nº 19
17.4.09
Mistério [ Filho ] | Galo

A lenda do Galo de Barcelos, conta a história de um peregrino galego, que de passagem por Barcelos, a caminho de Santiago de Compostela, foi acusado de ter cometido um furto. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência.
Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a sua última vontade, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com os amigos. O peregrino voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: -É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem!
Gargalhadas e risos foram a reacção que obteve, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o peregrino se salvara graças a um nó mal feito. O peregrino foi imediatamente liberto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o peregrino teria voltado a Barcelos para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a São Tiago, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos, situado no Paço dos Condes de Barcelos.
16.4.09
Artlusa | Avental
15.4.09
Sofia Sobreira
"Concebo as minhas peças livremente sem constrangimentos, num processo contínuo de aprendizagem. Assim pretendo criar peças sem impor regras, nem limites à minha imaginação. Estas apresentam-se de uma maneira alegre e divertida, quer em formas e cores, o que resulta também, da utilização de materiais alternativos."
Sofia Sobreira
14.4.09
Inês Sobreira
"Construir uma peça, juntar diferentes elementos, destacá-los ou escondê-los, dar-lhes preciosidade, é o que pretendo quando pego numa agulha, fio e começo a tecer as minhas peças. Valorizo a cor, o ritmo, os pormenores, o contraste do brilho da prata na borracha, a flexibilidade das estruturas que se adaptam ás formas do corpo. As peças vivem no e para o corpo e só aí é que as considero prontas."
Inês Sobreira
30.3.09
26.3.09
Serrote | Caderno toalha de mesa
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