[ Coração Habitado ]

Aqui estão as mãos.
São os mais belos sinais da terra.
Os anjos nascem aqui:
frescos, matinais, quase de orvalho,
de coração alegre e povoado.

Ponho nelas a minha boca,
respiro o sangue, o seu rumor branco,
aqueço-as por dentro, abandonadas
nas minhas, as pequenas mãos do mundo.

Alguns pensam
que são as mãos de deus,
- eu sei que são as mãos de um homem,
trémulas barcaças onde a água,
a tristeza e as quatro estações
penetram, indiferentemente.

Não lhes toquem: são amor e bondade.
Mais ainda: cheiram a madressilva.
São o primeiro homem, a primeira mulher.
E amanhece.

in Até Amanhã
de Eugénio de Andrade


27.2.09

Pedro Proença | Galeria Ratton















Olé [Azulejo de Autor]

Albano Martins







"Raízes"
Múltiplos | Resina

Cristina Troufa














Desenho

João Marques















"Continuidade 3 - Ao Encontro das Origens"

Pedra quartz e bronze.

"O meu trabalho define-se na tentativa de aproximar o Homem da Natureza, interpretando simbologias das Civilizações Antigas da América do Sul e da Europa, utilizando formas e texturas orgânicas modeladas sobre rochas que sofreram de erosão da água e do tempo..."

Alice Tavares
















"Sementes III"

Feltro manual, desenho e colagem.

25.2.09

Liliana Guerreiro
















Cheio de Ramo

O Alfinete corresponde a uma utilização irónica de uma das técnicas de filigrana, o “cheio de ramo”.
O “cheio”, de fundo passa a ser figura.
A tradicional complexidade do objecto, é invertida, reduzindo-se à repetição mínima de reconhecimento da técnica, “minimalizando-o”.
O nome da técnica é utilizado também como referência figurativa.

Frágil
















Peça concebida e executada por Susana Teixeira e Áurea Praga.
Prata e plástico (sete bolhinhas intactas e prontas a ser rebentadas em alturas de stress), fio em couro.

Áurea Praga









"Sempre tive difilcudade em desfazer-me de revistas e catálogos, mesmo tendo um ecoponto perto de casa. Acabam por acumular-se numa estante a rebentar pelas costuras, à espera duma segunda oportunidade.

Esta nova série de pregadeiras trá-los novamente à superfície, sendo que cada uma utiliza um pormenor da capa de revistas ou catálogos, emoldurado por mais um objecto reaproveitado, o fundo de uma lata."

Áurea Praga