[ Coração Habitado ]

Aqui estão as mãos.
São os mais belos sinais da terra.
Os anjos nascem aqui:
frescos, matinais, quase de orvalho,
de coração alegre e povoado.

Ponho nelas a minha boca,
respiro o sangue, o seu rumor branco,
aqueço-as por dentro, abandonadas
nas minhas, as pequenas mãos do mundo.

Alguns pensam
que são as mãos de deus,
- eu sei que são as mãos de um homem,
trémulas barcaças onde a água,
a tristeza e as quatro estações
penetram, indiferentemente.

Não lhes toquem: são amor e bondade.
Mais ainda: cheiram a madressilva.
São o primeiro homem, a primeira mulher.
E amanhece.

in Até Amanhã
de Eugénio de Andrade


6.2.09

Beijos de Algodão

Boa Boca









SÃO TOMÉ - CHOCOLATE ARTESANAL
É um chocolate de características únicas, totalmente artesanal, elaborado em Portugal com o mais puro e especial cacau de S. Tomé e Príncipe.

Amigonstro

Monte do Mato
















Mel de Laranjeira em Bombons de Chocolate Amargo

O acentuado contraste entre o amargo do chocolate e o doce intenso do mel, tornam este produto num êxtase de sensações... que se derrete na boca.

Matilde Beldroega

5.2.09

UPA!
















O projecto UPA nasceu em finais de 2006, concebido por Gabriela Gomes.
Surge como reflexo de alguns trabalhos realizados nas artes plásticas, onde o conceito de Escultura se expandia ao Design, numa perspectiva irónica e do não-usavél.

UPA é um projecto de design que conjuga conceitos plásticos com os limites da funcionalidade.
Cria objectos de uso pessoal como um meio expressivo, em que cada objecto é também um meio de comunicação, de diferenciação e de expressão individual.

História de panos













... são vários os materiais aplicados, desde feltro, lãs, veludos e fitas diversas. As alças correspondem a tranças e são facilmente reguláveis na parte de dentro, bastando dar mais um nó.

Simão feito à mão
















Reaproveitando objectos que não desempenham mais a função para a qual foram criados, como caixotes de madeira, latas ou guarda-chuvas partidos em dias de temporal, o artista transforma materiais secundários através de um processo manual de valorização baseado na tradição luso-brasileira dos brinquedos artesanais, outrora tão populares. Formas e mecanismos são revisitados e apresentados com novas roupagens.

Apesar de as peças aqui expostas não poderem actualmente ser consideradas brinquedos, por não cumprirem as normas de segurança vigentes para o manuseamento por crianças, visto poderem apresentar arestas cortantes ou conter elementos de pequena dimensão que podem ser engolidas, a necessidade de interacção com as obras para accionar os seus mecanismos convida-nos a... brincar.

Simão Bolívar, Porto - 6 de Julho de 2007